Better Call Saul não decepciona e retoma sua fantástica narrativa

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Para quem ficou um pouco órfão após o final de The Americans (leia aqui), sem saber muito o que continuar assistindo porque o tempo já não permitia dar atenção a todas as séries, o retorno de Better Call Saul é um alento. E enxergo semelhanças entre os dois programas, principalmente no atual nível da narrativa onde as tramas se movimentam em uma redoma de silêncio, ansiedade e medo.

Assim como a série “pai” (ou “mãe”, como preferir) Breaking Bad, Better Call Saul foi gradativamente atingindo o seu ápice, costurando histórias. Ao invés de nos provocar fazendo esperar aquele momento onde Jimmy McGill se transformaria em Saul Goodman, a série tomou um caminho diferente para construir uma personalidade cuja humanidade repleta de erros e de um passado conturbado o levou a tomar decisões que quase sempre contradiziam o caminho certo que ele alguma vez quis perseguir.

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Dez filmes de espionagem que você precisa assistir

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Essa semana estreia no Brasil Missão: Impossível – Efeito Fallout, mais um capítulo da franquia de sucesso estrelada por Tom Cruise. Confesso que devo ter parado no terceiro filme, mas as resenhas desse último lançamento elogiado pela [Vox] e [IndieWire] me deixaram animado em voltar a acompanhar os filmes – ainda mais por mim que sou viciado em histórias de espionagem.

Para alimentar esse vício, resolvi fazer uma lista de dez filmes de espionagem que considero que todo mundo deveria assistir. Vem comigo:

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Emmys 2018: destaques, decepções e surpresas da lista de indicações

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No final da manhã de quinta-feira (12), foi divulgado os indicados ao prêmio da televisão americana, o Emmy Awards. Se você, assim como eu, só viu a lista mais tarde e perdeu toda a discussão em tempo real das redes sociais, deve ter olhado para a lista com pouco interesse. Claro, com ou uma outra exceção que farei questão de comentar neste artigo que, já clássico depois de tantos anos escrevendo sobre premiações, não preciso mais sequer explicar o seu propósito de existir.

A verdade é que essa é uma das coisas mais legais de acompanhar as premiações: tentar enxergar na lista falhas, isto é, programas ou atrizes e atores que poderiam ter sido indicados e acabaram completamente esquecidos. É óbvio que isso não muda a opinião quanto à série, mesmo porque o Emmy (assim como o Oscar) não está preocupado em premiar o melhor, mas sim o que foi melhor recebido pela crítica. E parece que eles não gostaram de muitas coisas que eu definitivamente gostei neste ano.

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‘Sharp Objects’ investiga crime e humanidade traumática de protagonista

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Sharp Objects, a nova minissérie da HBO que estreou no final de semana, tem todas as marcas de expectativas que qualquer grande produção gera: uma premiada e grande atriz como protagonista (Amy Adams); baseada em uma das escritoras do momento (Gillian Flyn); e dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável por dar toda a identidade de Big Little Lies. Somente esses fatores já seriam suficientes para aguçar a nossa curiosidade pela série.

Mas Sharp Objects tem mais o que mostrar. Além da trama de assassinato que assusta uma pequena cidade do Misouri a qual se compromete narrar, a série está envolva por uma redoma de tensão, tristeza, pessimismo e incerteza que se encaixam em perfeita harmonia com a personalidade de Camille Preaker (Amy Adams) e, claro, com o próprio tom da narrativa.

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‘The Americans’ exibe final tenso, doloroso e brilhante

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O final de The Americans é aquele o qual todo fã, que ficou apreensivo sem saber se a série encontraria um desfecho que fizesse jus à sua grandeza, sonhou em assistir (e foi ainda melhor). O episódio ’START’ é brilhantemente escrito e atuado, combinação que deu ao programa peso dramático a uma narrativa quase sempre carregada pelo tons frios e sombrios. Pois esses elementos estão mais do que presentes na series finale, nos momentos mais chaves que ajudam a definir o final grandioso de The Americans.

O título ‘START’, uma referência ao acordo nuclear assinado em 1991 entre EUA e Rússia, só foi possível graças a Elizabeth e Philip Jennings. Claro, ficcionalmente falando. Ao descobrir o plano de que uma ala da KGB queria alterar os relatórios de Elizabeth para tentar derrubar Gorbachov com um escândalo de corrupção, ambos dão mais uma prova de compromisso com a ideologia do seu país num ato de coragem derradeiro que só pode ser traduzido como “doloroso, mas necessário”.

[ATENÇÃO: SPOILERS A PARTIR DAQUI]

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