Oscar 2018: as resenhas dos indicados a Melhor Filme

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Esse Oscar 2018 me lembra bastante a cerimônia de 2007, pela competição em si e por todos os filmes terem alguma chance – mesmo que remotas, considerando todas as premiações que já antecederam o Oscar. Não foi uma temporada que acompanhei com a mesma atenção de outros anos, mas consegui assistir todos os filmes (ainda estou devendo os curtas de documentário e animação, mas até domingo eu assisto).

Nesse artigo especial, reúno todas as resenhas dos nove filmes indicados na categoria principal da cerimônia, que acontece no dia 04 de março (domingo) e será mais uma vez apresentada por Jimmy Kimmel e transmitida pelo canal TNT aqui no Brasil. Aproveite que finalmente chegamos na semana do Oscar para conferir o que penso sobre cada filme.  Dê uma olhada:

TRAMA FANTASMA


“A claustrofobia evocada pela narrativa, que se passa inteiramente dentro de uma casa e a qual mesmo sendo enorme, parece ser apertada demais e oferece pouco espaço para o ego, a desconfiança e o medo dos seus personagens, Trama Fantasma vira um jogo de poder onde a elegância e a beleza dos figurinos assinados por Mark Bridges dão alguma leveza à narrativa e transitando entre o cinismo e o humor cômico de maneira tão sutil que só deixam Trama Fantasma ainda mais exuberante.”

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ME CHAME PELO SEU NOME

“Há uma enorme vontade de explosão de sentimentos em Me Chame pelo seu Nome. Mas todos os personagens se sentem sufocados por não se sentirem livres para expressá-los. Reprimidos, é na intimidade e na solidão que eles colocam para fora o que desesperadamente querem experimentar.”

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O DESTINO DE UMA NAÇÃO

“Após ver John Lithgow interpretar Winston Churchill (é verdade que em outro momento da História) na 1ª temporada da série The Crown, sinto um apreço e carinho muito mais por aquela figura do que por essa trazida por Gary Oldman. O trabalho do diretor Joe Wright (Orgulho e Preconceito) também não ajuda. Ele tenta deixar a sua marca em cada enquadramento ou passagem do filme. Sua mão pesada não deixa a trama fluir, esbarrando em sérios problemas de tornar as cenas ensaiadas ou piegas demais.”

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DUNKIRK

“Desde o primeiro até o último take, Nolan encena a batalha com imensa versatilidade ao adotar uma montagem sofisticada de Lee Smith (diria até experimental) que nos envolve em ritmos de ação em algumas sequências (a principal delas protagonizada por Tom Hardy em sua perseguição a um caça alemão que relembra as filmagens do diretor William Wyler em Memphis Belle, de 1943), mesclando com outros de suspense como na cena que os soldados estão presos dentro de uma embarcação e o desespero aumenta à medida que o barco começa a afundar.”

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CORRA!

“Jordan Peele faz um trabalho realmente notório, porque o seu filme percorre diversas vias para mostrar como os negros se sentem claustrofóbicos vivendo nessa sociedade cuja elite branca ainda pensa em menosprezá-los e usá-los como quiserem. Corra! choca quando a verdade vem à tona, assusta nas sequências de suspense bem filmadas por Peele e angustia como retrato de uma realidade que só não enxerga quem talvez seja muito parecido com a família Armitage e a seita que criaram.”

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LADY BIRD

“É impossível não se relacionar com a história de Lady Bird. Estudei em colégio católico durante toda a minha vida e vê-la se rebelando contra certas tradições que fazem parte dessas instituições me lembrou e muito a minha própria rebeldia em certo período da minha juventude. Talvez eu apenas não conheça, mas confesso que não vejo histórias como a dela sendo (tão bem) contada no cinema.”

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THE POST

“The Post é um filme bem amarrado, certamente. Mas é ainda mais admirável quando presta uma clara homenagem a Todos os Homens do Presidente, outra produção fundamental que relata a cobertura do caso Watergate e cuja direção do cineasta Alan J. Pakula definiu o estilo para um gênero de filmes jornalísticos, de travellings passeando pela redação e por sons intermitentes das máquinas de escrever.”

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A FORMA DA ÁGUA

“A minha sensação da falta de algo não elimina a beleza e encantamento que tive pela história. Guillermo del Toro presta homenagem a filmes como King Kong e A Bela e a Fera à sua maneira de enxergar o mundo e introduzir seus personagens, normalmente colocados à margem, em uma sociedade que ao longo do tempo não aprendeu a se importar com eles – ou mesmo com os animais.”

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TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME

“Os filmes do cineasta Martin McDonagh me lembram muito as comédias de humor negro realizadas pelos irmãos Coen, quando estes não querem soar sérios ou pretensiosos demais. Não há nenhum interesse em soar profundo, hermético ou buscar compreender a natureza humana. O objetivo é ser crítico ao mesmo tempo que consegue divertir. Por outro lado, tanto nos filmes de McDonagh quanto nesses feitos pelos irmãos Coen, há muitas outras camadas que nos possibilitam enxergar e refletir além do tom disfuncional, errático e disfarçado de humor que carregam. Três Anúncios Para Um Crime tenta criar uma narrativa assim, mas não consegue estabelecer nenhuma profundidade, ao contrário do que o filme pensa que é.”

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Qual o seu filme favorito? Deixei aí nos comentários! Ainda nesta semana publico as minhas apostas… Até lá!

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