ABL libera todo o acervo digitalizado das obras de Machado de Assis

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Nesse início de 2017 estamos recebendo novos materiais sobre Machado de Assis que nos ajudam a conhecer melhor a sua figura e só reforçam o fascínio que os leitores, estudiosos e admiradores têm pelo seu trabalho. É que não faz nem muito tempo do lançamento da biografia Machado (saiba mais aqui), escrita por Silviano Santiago, a Academia Brasileira de Letras (ABL) está oferecendo em seu site (clique aqui) os manuscritos digitalizados de parte da obra de Machado.

De acordo com Maria Oliveira, pesquisa e responsável pelo acervo digitalizado da ABL, essas últimas obras são o pontapé inicial para que em pouco tempo todos os manuscritos de Machado possam ser disponibilizados pela ABL. “A decisão de permitir o acesso aos originais, antes mesmo da conclusão do processo de migração de todo o arquivo, foi tomada a partir do grande número de usuários, provenientes de diversas partes do mundo, interessados nos manuscritos da obra de Machado de Assis”, disse ela.

Seus dois últimos romances que agora fazem parte do acervo, Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), além do poema O Almada, estão disponíveis desde dezembro para consulta na página oficial da ABL. É como visitar a própria história e ver o processo criativo do autor, a forma como as histórias foram mudando, a sua caligrafia (imagina!) e acompanhar as ideias que Machado tinha para os livros. Porque os manuscritos possuem diversas rasuras que mostram como o autor foi escrevendo a obra, consertando e reimaginando a história.

São mais de mil páginas que podem ser observadas de perto através da lupa disponibilizada no site da ABL. As raridades eram pedidas há muito tempo por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, mas que estavam restritas apenas aos consultores do arquivo da ABL. Essa digitalização logicamente é importante porque é uma forma das novas gerações conhecerem mais profundamente a obra de Machado de Assis, o trabalho árduo da sua escrita e em como o texto foi sendo construído por sua imaginação.

Esse é um processo que deverá continuar. Porque segundo a ABL, os manuscritos digitalizados de Machado de Assis são apenas o início para que outros autores importantes da literatura brasileira possam ganhar o mesmo acervo. “Com isso, a Academia dá sequência ao cumprimento de seus objetivos primeiros vinculados ao culto da língua e da literatura nacional”, disse o Acadêmico e professor Domício Proença Filho.

Além dessas últimas obras, a ABL deve disponibilizar ainda nesse ano as correspondências do autor, que foram organizadas por Irene Moutinho e Silvia Eleuterio e publicadas em 2009.

Veja a galeria abaixo com um pouco do material disponível:

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