Nossa seleção: Os 10 Melhores Filmes de 2015

Comments (0) Cinema

Esse ano foi cheio de bons filmes. Nem deu tempo de colocar Star Wars: O Despertar da Força, nem As Sufragistas ou Macbeth, que só foram lançados no fim de dezembro. Ainda bem porque nossa lista já está aqui completa e redonda, com filmes ótimos para você acompanhar.

Que horas ela volta?

O filme brasileiro de maior expressão internacional, Que horas ela volta?, foi exibido no Festival de Sundance e proporcionou a Regina Casé e Camila Márdila o Prêmio Especial do Júri na categoria de interpretação de cinema mundial. Agora ele é indicado a concorrer na categoria de Filme Estrangeiro do Oscar representando o país. O longa trata sobre a relação entre patrão e empregado doméstico tão comum aqui no Brasil, o retrato proposto pelo filme causa desconforto ao admitir como os empregados são tratados de forma subalterna e ao mesmo tempo “fazem parte da família”.

Com a chegada de Jéssica (Camila Márdila), a empregada Val (Regina Casé) e a família para qual trabalha começa a se deparar com uma personagem forte que não se sente inferior aos donos da casa e busca formas de melhorar de vida com os meios que tem. O filme peca apenas em apoiar o estereótipo do nordestino e reduzir a assimetria entre ricos e pobres a uma questão de mérito.

the-road-within

Dev Patel em boa atuação na comédia “The Road Within”. (Foto: Divulgação)

The Road Within

Ainda não lançado no Brasil, A estrada interior (em tradução livre) conta a história de três jovens com problemas mentais que se juntam em uma viagem de carro rumo ao mar, onde vão depositar as cinzas da mãe de um deles. Robert Sheehan faz o jovem Vicent que desenvolveu a síndrome de Tourette, e por isso xinga e faz sinais feios em público sem autocontrole. Ele é deixado pelo pai em uma clínica de cuidados após a morte da mãe e lá faz amizade com uma anoréxica (Zoe Kravitz) e um jovem com Transtorno Obsessivo Compulsivo, interpretado de forma brilhante por Dev Patel, que não consegue tocar em nada sem usar luvas brancas.

Durante a viagem, eles descobrem como conviver com as suas doenças além de entenderem o valor da amizade. O filme ganhou nove prêmios em festivais europeus e americanos, entre eles o de Milão e o de Los Angeles.

Dois-lados-do-amor

“Dois Lados do Amor” não poderia ficar de fora da nossa lista. (Foto: Divulgação)

Dois lados do amor

Conor (James McAvoy) e Eleanor (Jessica Chastain) eram casados, mas a dor de um acontecimento trágico faz ela deixar repentinamente o marido e a vida que levava. Em mais uma atuação de tirar o fôlego, Jessica Chastain nos guia na descoberta de novos interesses e na recuperação de sua personagem, enquanto o marido abandonado engaveta todas as dores e tenta reencontrar o amor.

Dois lados do amor teve uma produção curiosa, o diretor e roteirista Ned Benson desenvolveu três diferentes filmes para falar do amor amargo: Him, sob o olhar de Conor, Her, sob o olhar de Eleanor e Them, com uma mescla da visão dos dois, mais completa e verdadeira, justamente a que foi distribuída aqui no Brasil.

O filme conta ainda com a participação de Viola Davis, como uma professora universitária que ajuda Eleanor a redescobrir a vontade de viver.

Foto: Divulgação

A Pixar novamente emocionou todo mundo com “Divertida Mente”. (Foto: Divulgação)

Divertida Mente

E a Pixar voltou a nos emocionar com mais uma animação que nos transporta para a tela dos cinemas e faz a gente ficar com o coração apertado. Em Divertida Mente, Riley é uma menina de 11 anos que está vivendo uma grande mudança na sua vida e aprendendo a lidar com os sentimentos que a acometem. Em sua cabeça, as emoções Tristeza, Alegria, Nojinho, Raiva e Medo também estão enfrentando tudo isso pela primeira vez, e precisam encontrar uma forma de estabilizar a garota. Até que, por engano, Tristeza e Alegria são enviadas para fora da sala de controle do cérebro de Riley e a garota vai perdendo as emoções.

Agora, elas têm que percorrer diversas ilhas de pensamentos de Riley para voltar à sala de controle, mas o que elas não sabem é que essa jornada vai trazer um grande aprendizado para a ambas e também para a garota. É um filme sobre equilíbrio emocional, com pitadas de psicologia, criatividade nas representações e uma ótima história. Foi aplaudido de pé no Festival de Cannes após a sessão.

Foto: Divulgação

Oscar Isaac e Jessica Chastain em um dos melhores filmes do ano. (Foto: Divulgação)

O ano mais violento

Abel Morales (Oscar Isaac) é dono de uma companhia de petróleo, que herdou do sogro magnata, pai de sua mulher Anna (Jessia Chastain), mas nunca se envolveu em situações de corrupção e brutalidade. Porém, na Nova York decadente de 1981 essa não é uma opção. O ano mais violento é um drama cheio de suspense e de atmosfera sombria, criada por um inverno bastante rigoroso, diálogos tensos, cenas de perseguição e por boa fotografia.

O longa se desenvolve quando começa uma onda de assaltos aos caminhões da empresa, além de uma séria investigação de seus negócios por parte da promotoria. Abel não permite que seus funcionários andem armados e não aceita fazer parte de negócios escusos, o personagem beira a frieza em suas resoluções, o que torna a história ainda mais interessante.

Foto: Divulgação

Será que “Eu, Você e a Garota que Vai Morrer” consegue surpreender e ser indicado ao Oscar? (Foto: Divulgação)

Eu, Earl e a Garota que vai morrer

À primeira vista, Eu, Você e a Garota que vai Morrer se assemelha ao recente As Vantagens de ser Invisível, pois ambos os filmes transformam uma trama juvenil em algo que vai além daquela paixão colegial, pois constrói relações de amizade que tentam seguir a realidade de como vivemos, mantendo a imprevisibilidade da narrativa.

Esse é o trunfo de Eu, Earl e a Garota que vai Morrer, baseado no livro escrito por Jesse Andrews (o roteiro da obra também é de sua autoria). Premiado no Festival de Sundance em 2015, o filme conta a história de Greg, que vive fazendo filmes caseiros com o seu parceiro Earl, até conhecer Rachel, uma colega da sua escola que está com câncer. O filme dirigido por Alfonso Gomes-Rejon é divertido e emocionante, mantendo o equilíbrio entre os dois, e entregando um filme cujo resultado é um dos mais surpreendentes desse ano.

Foto: Divulgação

Sam Mendes e Daniel Craig não decepcionaram novamente nesta sequência do ótimo “Skyfall”. (Foto: Divulgação)

007 Contra Spectre

Depois de Skyfall, definitivamente se esperava muito sobre a sequência que continuaria. Em Spectre, organização muitas vezes citada por Ian Fleming nos livros, mas que ainda não havia tido muito espaço nos filmes, o centro da narrativa continua sendo as descobertas de James Bond sobre o seu passado.

É o filme que mantém a qualidade da era Daniel Craig (com exceção de Quantum of Solace, também prejudicado pela greve dos Roteiristas naquele ano), uma vez que Bond é um personagem humano e cheio de dúvidas. Sam Mendes mais uma vez dirige o filme com enorme competência: tem uma perseguição incrível pelas ruas de Roma e a sequência de prender a respiração que é a reunião do conselho da Spectre. Não é só um dos melhores filmes do ano, mas também um dos melhores do agente James Bond.

Foto: Divulgação

Guillermo Del Toro nos aterroriza com mais uma história de fantasmas. (Foto: Divulgação)

A Colina Escarlate

Guillermo Del Toro é um desses diretores que nós simplesmente adoramos. Ele dirigiu (só pra ter uma ideia) Hellboy e O Labirinto do Fauno, dois filmes que já devem ter se tornado clássicos. E agora, em A Colina Escarlate, ele usou as histórias que a sua avó lhe contava durante a sua infância no México e os livros de romances góticos, para criar uma história de fantasmas e o quanto eles sempre podem significar alguma coisa.

A Colina Escarlate é um filme visualmente belo e (por que não?) romântico (mas sem tanto aquele melodrama característico da novela mexicana), chegando a assustar em alguns momentos, seja pelos sustos que Edith toma com as suas visões ou mesmo pela violência que Del Toro não tenta esconder.

Foto: Divulgação

Insano. Caótico. Um filme de tirar o fôlego. Isso é “Mad Max: A Estrada da Fúria”. (Foto: Divulgação)

Mad Max: A Estrada da Fúria

Sai Mel Gibson. Entra Tom Hardy e Charlize Theron. O mundo pós-apocalíptico imaginado por George Miller está ainda mais perigoso e sem lei alguma. Sobrevivência significa dizer que você tem combustível e água. A história sempre foi essa. Mas em Mad Max: A Estrada da Fúria, Miller expandiu a sua imaginação e simplesmente entregou um dos melhores filmes de ação dos últimos anos.

A sequência inicial já ajuda a dá o tom: filmado mais rápido que o normal, Mad Max: A Estrada da Fúria não nos dá tempo de recuperar o fôlego: é uma perseguição do início ao fim, com cenas fantásticas e novos personagens memoráveis. Além disso, filmar dessa forma não deu somente velocidade às sequências pensadas por George Miller, mas isso só colaborou em tornar o filme ainda mais insano e caótico.

Foto: Divulgação

“Beasts of No Nation” é o primeiro filme produzido pelo Netflix. E é um filmaço! (Foto: Divulgação)

Beasts of No Nation

A primeira incursão do Netflix em produzir filme não poderia ter obtido resultado melhor. Beasts of no Nation, dirigido por Cary Joji Fukunaga e protagonizado por Idris Elba (Luther), é um filme com uma história extremamente forte, de uma criança que perde a família e se vê militarizado e motivado por vingança em lutar contra a ocupação do exército em uma cidade africana.

Mas também é um filme emocionante que encontra em momentos de incrível sensibilidade dar uma espécie de redenção e esperança aos seus personagens. Fukunaga dirige com precisão, deixa a sua marca em cada cena e nos mostra o porquê de sentirmos tanto a sua falta no comando dos episódios de True Detective. Filmaço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *